Porquê que parei de comer Carne? – Portuguese Version

Antes de iniciar esta publicação, quero desde já dizer que não quero influenciar, nem ofender ninguém. Pretendo apenas falar sobre as minhas razões e pesquisas que me levaram a tomar a decisão de parar de comer carne.

Recentemente comecei uma mudança bastante radical na minha vida! Já há algum tempo que tinha vontade de deixar de comer carne, sentia-me bastante hipócrita ao dizer que adoro animais quando na verdade incentivava e pagava a morte de uma grande parte deles. Contudo não vivo sozinha, o que não me dava uma grande margem de poder de decisão, e como não tinha grandes motivações adicionais, por falta de pesquisa, para mudar de uma forma tão radical um hábito que me foi incutido a vida inteira, sempre adiei este assunto. Porém em Outubro do ano passado, quando vim viver para Inglaterra, comecei a ter conhecimento de outros tipos de comidas, alimentos e mesmo estilos de vida alimentar. Decidi então começar a informar-me sobre o assunto. Como o que mais me motivava a deixar de comer carne era o sofrimento animal, comecei por pesquisar por todo o processo que o animal tem que passar até chegar às nossas prateleiras de supermercado. Porém acabei por descobrir que este assunto é bem mais profundo que isso. Vi documentários atrás de documentários, informações certificadas por médicos, experiências, casos verídicos e assisti a relatos partilhados por quem trabalhou em fábricas de produção animal. Procurei informações de ambos os lados: de quem come carne e de quem não come. E foi aí que eu percebi que não me quero mais alimentar de morte.

Estamos tão habituados a esta realidade que quando vamos comprar carne nem sequer pensamos no que está por de trás daquelas embalagens. Utilizamos até diminutivos para que tudo pareça mais saudável “ Um peitinho de frango com um ovinho estrelado ”. Visto assim não parece conter maldade nenhuma e parece ser até bem saudável! Na verdade não somos nós que sujamos as nossas mãos, nós só temos que pegar, pagar e preparar. E repetimos isto dias seguidos, durante anos. E a culpa não é nossa, nascemos com “cadáveres” incluídos na nossa alimentação diária, é perfeitamente normal não é? Pois já não soa tão bem quando substituímos “ “peitinhos de frango” por “cadáver”, mas a verdade é que essa é a realidade.

Não vou analisar nem explicar a “fundo” as minhas motivações, pretendo apenas realçar alguns pontos importantes porque acho que só conseguimos compreender o quão importante isto é quando somos nós que procuramos saber mais sobre ele!

É realmente injusto e desumano que sejam mandados abater milhões de animais por dia para que possamos satisfazer os nossos desejos alimentares quando há muitas outras opções alimentares das quais podemos retirar todos os nutrientes que o nosso organismo precisa para sobreviver. Nós gostamos do sabor da carne temperada, não gostamos de comer carne pura.

Nas linhas de produção, os animais são tratados como “coisas”. No caso das galinhas, estas nascem e são criadas em incubadoras artificiais, onde nunca chegam a respirar ar livre. Fechadas em galpões, vivem milhares de galinhas juntas.

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O pequeno espaço em que vivem causa deformações corporais, doenças, infeções e outras doenças que são transmitidas de umas para as outras. Com pouca ou zero visibilidade para o exterior, estes animais vivem nestas condições até deixarem de conseguir pôr ovos, que é a sua única função. Quando isto acontece, são encaminhadas para outras partes da produção em linha. Se o seu corpo não se apresentar com deformações estas são mortas, depenadas e encaminhadas para serem embaladas e acabarem nas nossas prateleiras de supermercado. Caso o corpo apresente demasiadas sequelas estas são moídas e utilizadas para fazer salsichas, nuggets, alheiras, alimentos para outros animais de produção etc.

Ao contrário do que a publicidade nos mostra, os animais não correm felizes pelo pasto até à hora da sua morte. Para que tal acontecesse as empresas iriam perder tempo e consequentemente dinheiro. E num mundo onde cada vez se produz mais, isso seria impensável! A produção não pode parar. No vídeo “ Milk Horror Story”, disponível no youtube, conseguimos ver as consequências desta produção abusiva, que acaba no nosso estômago.

Desde pequenos que nos educam a fechar as torneiras enquanto lavamos os dentes, fazer reciclagem, não deitar lixo para o chão, utilizar mais transportes públicos ou bicicletas para não poluirmos o ambiente; mas ninguém nos ensinou que a produção de gado está a matar o planeta 3x mais do que tudo isto que referi anteriormente. Este assunto é tão relevante em termos ambientais que mesmo que nós parássemos todos de utilizar automóveis poluentes o mundo continuaria na decadência. É um tema bastante interessante e toda a gente deveria estar a par, para isso aconselho um dos documentários mais tocantes que já assisti, “Cowspiracy”, disponível no youtube.

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Por cada Kg de carne são gastos 3000 Litros de água, já para a plantação de trigo, por exemplo, são apenas gastos 150Litros. Multiplicando isto pelos milhões de Kg de carne que são diariamente produzidos, há milhões de anos, em todo o mundo

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… Dá que pensar certo? E porquê que continuamos a comer carne quando está mais do que provado que esta não é aconselhada na alimentação humana? Que podemos retirar proteína de outros produtos que não magoam ninguém e não poluem nem metade?

Na hora em que o animal é encaminhado para o corredor da morte, este consegue perceber o que lhe irá acontecer ao olhar para os outros animais. Quando isto acontece, estes ficam com medo, as pupilas dilatam, libertando assim toxinas altamente tóxicas que ficam no corpo deles que por sua vez é ingerido por nós. Pânico, medo, aflição. E nós comemos tudo isso.

Este é um tema muito pessoal, se se sentem tocados por este assunto e sentem vontade de mudar algo, pesquisem, informem-se e tentem. Pelo menos souberam que tentaram e experimentaram.

Não gostaria que este texto ficasse muito longo, desta forma resumi bastante as minhas motivações. Tinha ainda muito por onde falar, posso fazer uma segunda publicação sobre isto, o que acham?

Espero ter conseguido dar-vos algumas luzes sobre este tema, de uma forma clara e correta. Se puderem gostava muito que deixassem o vosso feedback, duvidas ou até mesmo conclusões!

Obrigada por estarem desse lado!

Até à próxima!

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